

Desistência
Olá, caros leitores!
Quero, mais uma vez, pedir desculpa a vocês pela demora em postar. Mas, como já disse há algum tempo atrás, não quero postar quando tiver só coisas "ruins" para falar.
Ficar só lamentando. Tenho certeza que ninguém gosta de ler lamentações. Porém, também devo levar em conta um dos objetivos do blog: desabafar sobre meus problemas.
Sendo assim, farei um pequeno desabafo hoje.
Pois bem, sobre contar para minha mãe. Estou quase convencido de que não será uma boa coisa. Apesar de não ver uma solução diferente para que eu possa começar a viver aquilo que realmente quero e sinto. O por quê dessa desistência? Simples. Como todos sabem a televisão, bem ou mal, vem dando uma contribuição para que a sociedade "engula" aquilo que ela não quer enxergar. Ou seja, os homossexuais existem, estão aí e são como qualquer outra pessoa, amam como qualquer outra pessoa, só que uma pessoa do mesmo gênero seu. Contribuição esta dada pelas novelas, seriados e até programas de humor. E como, só agora, depois de aposentar que minha mãe pôde se dar ao luxo de assistir a uma novela, comecei a observa-la, nos momentos em que eu estava assistindo junto a ela. E, quando passava uma cena, por exemplo, de Bernardinho e Carlão, em Duas Caras, eu pude ouvir da boca dela frases horríveis. Como: "Que nojo!", "Mas, é covarde!", "O mundo ta perdido!", e coisa e tal.
Resumindo: Não sei o que fazer da vida!
Mudando de assunto, mas nem tanto... bem o S2 (que bonito fosse isso mesmo! rsrs), o carinha lá da clínica, foi demitido. AFF Acho que é um carma que me persegue.
Bem, como eu disse eu estava observando ele a cada instante que conversávamos para poder "colher informações". O que não obtive muita vitória. Até porque, certo dia estávamos conversando, quando a enfermeira-chefe chegou e viu ele na sala de tratamento onde eu estava. Ela, como toda solteirona e mal-amada é, repugnante, tratou logo de faze-lo sair da sala. Explicando: Ele conversava comigo sobre um projeto de trabalho dele, quando ela chegou ele, para ter assunto com ela, começou a elogiar um auxiliar de enfermagem de um pronto-atendimento, que havia atendido à avó dele, já que uma vez anterior, que havia detonado o braço da velhinha. Com esse comentário a japonesa encalhada, começou a retruca-lo dizendo que não era bem assim, que enfermeiros de PA não tem preparação para punções. Falando seca e grosseiramente com ele. Ele sem falar nada foi saindo. Antes que ele saísse ela ainda ordenou: "Lave as mãos antes de sair!". Ele olhou por volta e não viu comunicado nenhum que dissesse que era obrigatório fazer isto ao sair da sala, mas lavou, saiu e foi para sua sala.
Quando ela saiu, foi direto para a sala dele e proibiu-o de entrar em minha sala. Eu fiquei de cara com isso! Se eu fosse um pouquinho estourado, levaria para justiça , pois caracteriza discriminação. Só não o fiz por necessitar daquela clínica para fazer meu tratamento.
Escrevi isso a ele num e-mail e ele respondeu: "Não, não precisa disso. Nossa amizade está acima do preconceito dela. Eu não vou deixar de ir lá quando você estiver."
Cheguei a comentar com o médico-diretor, o qual disse a mim que, como eu conhecia a japonesa, deveria saber o jeito dela.
Fiquei mais aliviado. Porém, na semana seguinte, chego lá e ele demitido.
Apavorei! Pensando que ele havia sido mandado embora por causa disso, liguei imediatamente em seu celular e ele me disse que não foi por isso, mas uma armação que fizeram para ele.
Depois disso nos falamos por e-mail apenas. Muito pouco, aliás. Acho que nunca mais o verei...
Enfim... Como é que a gente faz para ter um homem desses num lugar como esse, hein?
Beijo