
Este final de semana foi de muita reflexão. Fui a um casamento neste sábado, e isso me faz parar para pensar. Me vem muitas coisas na cabeça, além do que já comentei em um post anterior sobre como fico mal quando estou no meio de outros caras e eles cheios de si...Mas, o que me deixou mal de ir ao casamento, é que durante toda minha vida eu sonhava em ter minha família, com esposa, filhos (gostaria de 4 meninos, rs)... mesmo sentindo atração por homens. Meu "projeto" de vida era manter este segredo, sem ninguém saber, arrumar uma namorada, noivar, casar, filhos, ver eles crescerem, ser um pai amigo. Mas tudo parece tomar um rumo diferente e que me traz medo. Isso, eu sinto medo do rumo que minha vida está tomando. Não sei ainda ao certo o que pode acontecer...não estou preparado para enfrentar a discriminação, a indiferença da família que, com certeza, ocorre após uma revelação dessas. Se depender de mim, jamais alguém ficará sabendo...mas sei que isso é praticamente impossível! Bom...mas voltando ao casamento que me fez refletir. Eu comecei imaginar..eu, por exemplo, que tudo acontecesse como em meus sonhos: eu conheceria um cara que chegasse e se declarasse a mim (observem bem, a iniciativa nunca seria minha), nomoraríamos, a família aceitaria, viveríamos juntos pro resto da vida! Opa!... aqui eu acordei...gente! Eu acho lindo ver dois homens juntos, porém, na sua melhor forma, no vigor da juventude! Como seria a velhice de um casal gay, sem os filhos, sem os netos! Isso me assusta...A vida sem criança pra mim não tem graça... eu amo crianças! rsrs Pode me xingar, dizer que estou viajando... mas isso também me preocupa (se é que algum dia eu viverei como um casal gay) rs...Por isso eu digo, tenho medo do rumo que minha vida pode tomar...jamais pensei algum dia de estar trocando idéias, sentimentos sobre isso pela internet, jamais algum dia pense em escrever e publicar minha vida! Isto tudo pra mim é meio louco! Embora seja uma loucura que desejo muito viver! rsrs Nusssss...quanta besteira, né!
Bom vou deixar um texto enviado por um amigo leitor, o "Almas afins":
Você sabe o que quer da vida?
Por Dr. Paulo Valzacchi -
Num dia desses visitava uma pequena livraria e em frente a centenas de títulos comecei a folheá-los. Atentava às estórias que os livros narravam, algumas muito interessantes, repletas de adrenalina, aventuras, de onde era possível destilar grandes lições; outras, muito engraçadas, com as quais tive de me conter para não rir alto e deparei-me com algumas que eram um eterno drama, que me deixaram reflexivo e, por vezes, até triste.
Ao sair da livraria sentei-me num local para tomar café e no vai-e-vem das pessoas percebi, diante de mim, uma infinidade de livros ambulantes, com suas mais diversas histórias, nesses casos histórias vivas que a cada segundo podem mudar de rumo e alcançar diferentes aspectos e finais. Percebi que as pessoas precisam de alguém para testemunhar suas histórias, precisam de pessoas que digam: "Ele esteve aqui”.
Mas por incrível que pareça às histórias de hoje são tremendamente tristes e repletas de drama, com poucos acontecimentos novos, pouca mudança, muita dor e tristeza. É como se você chegasse a uma livraria e começasse a folhear aquela imensidão de livros, um atrás do outro e encontrasse apenas histórias de drama e sofrimento.
E você? Como está escrevendo sua história? Como quer ser lembrado? O que terá feito por você e pelo mundo?
Pegue o seu livro, perceba que a próxima página sempre estará em branco. Sempre digo isso em todas as minhas palestras. Sempre levo comigo um livro escrito até a metade com as outras páginas em branco, pois ainda as estou escrevendo. As folhas em branco são o futuro e ele não existe; apenas o presente existe, o agora; é a partir dele que surgirá um novo presente. O passado corre atrás do presente, mas não o alcança; o presente em nossas mentes corre atrás do futuro, mas também não o alcança. Então, para que correr? Para que você está correndo?
Você que está pensando no que se foi, tenha uma certeza, jamais alcançará o passado. Pare e veja o mapa de sua vida, o livro no qual está escrevendo: se alguém parasse e começasse a ler, o que sentiria a seu respeito? Acredite, se seu livro está enfadonho, incerto, uma rotina estonteante, é devido à sua falta de convicção na vida. Você está andando em círculos, sem rumo. Assim, dificilmente escreverá um maravilhoso livro.
Que tal começar hoje, agora, a escrever um novo enredo? Lápis e papel na mão! Vamos lá! Escreva de um lado da folha tudo aquilo de que você precisa se libertar; no outro lado, todas as suas reais conquistas, seus sonhos, aqueles que estão de molho no baú, esquecidos, apenas aguardando o retorno da sua força interior para se realizarem. Não precisam ser coisas difíceis, mas coisas que dêem cor à sua existência. Busque a libertação do passado e crie, com sua força interior, a dinâmica para realizar sua proposta de vida! O que lhe falta, talvez, seja apenas uma nova perspectiva. Não diga que não consegue, não interessa se você tem 30 ou 60 anos, saiba que ainda dá tempo. Não espere por um final feliz, conquiste um final feliz; não espere pelo príncipe, pelo milagre, faça-os acontecerem.
Eu serei testemunha de sua vida, de seu livro, de suas experiências, mas, entenda, chegou o momento de mudar a história. As conquistas levam tempo, precisam de estratégias. É como um bom filme: ele não começa e acaba; possui um enredo, um meio, tudo com uma finalidade precisa. Assim será seu livro. Mas o mais importante de tudo é escolher o título, pois é a partir dele que a história se desenvolverá. Então, qual será o título? Alegria ou lamento, felicidade ou sofrimento? Tudo dependerá de você!
Abraços!